domingo, 4 de julho de 2010

Projeto Várzeas do Tietê: Uma nova Marginal à serviço do capital






















Projeto dará passagem à criação do Hidroanel, similar ao Rodoanel, mas aquático. Impactos devastadores já conhecidos são ignorados.



Ao que tudo indica, o maléfico e destruidor Projeto Várzeas do Tietê persistirá avançado com sua estratégia de devastação sem limites, impondo à Biodiversidade e às populações locais estratégias mercatilizadoras e estritamente econômicas para viabilizar um projeto falacioso.

Armado com grande  aparato de comunicação manipulativo, o projeto Várzeas do Tietê, lançado pelo pseudo ex-governador tucano, José Serra, esconde os verdadeiros interesses do empreendimento.

Lançado como forma de ''compensação ambiental'' às obras de ampliação de pistas da ''Nova'' Marginal Tietê, o Várzeas do Tietê é reflexo do neoliberalismo e ecoalienação de um governo tucano sem limites e a serviço do capital, que a exemplo do Rodoanel, pouco se importa quanto à Biodiversidade existente e aos passivos ambientais que serão gerados com o projeto, em especial na Região do Alto Tietê, um dos principais produtores de água para a Região Metropolitana e que abriga uma das últimas reservas de Mata Atlântica do Estado de São Paulo, além de deter  espécies endêmicas que serão extintas com a passagem dos Tratores da Destruição do Projeto Várzeas do Tietê.

Várzeas do Tietê: Um adeus às espécies raras do Alto Tietê


Espécies raras serão tratoradas para sempre estão quatro espécies de peixes raras que ainda não tinham sido catalogadas e eram desconhecidas pela ciência, segundo pesquisa de levantamento dos professores e pesquisadores do Núcleo Integrado de Biotecnologia (NIB), Alexandre Marceniuk e Alexandre Hilsdorfda Universidade de Mogi das Cruzes. Esta é uma pequena mostra da grande Biodiversidade que será aniquilada do meio ambiente.

Várzeas do Tietê: Revitalização ou Discriminação e Expulsão do povo da periferia?


Demolições sem autorização, pressão psicológica e falta de informação  integram a lista de problemas enfrentados pelos moradores da zona leste da capital em relação às atitudes tomadas pela Prefeitura paulistana e pelo governo paulista para a implantação do Projeto Várzeas do Tietê. 

Para iniciar o processo de expulsão de moradores da capital, o governo paulista, responsável pelos alagamentos ocorridos no Jardim Romano, Pantanal, na zona leste da capital.

A Prefeitura de São Paulo e o (des)Governo do Estado de São Paulo como forma de engodo às vitimas de sua própria armação entregaram o famoso auxílio esmola de R$ 300 do Auxílio-Moradia Emergencial (AME) e mais uma parcela única no valor de R$ 1 mil do “Programa Novo Começo” (Novo começo debaixo da ponte) para as 300 famílias afetadas pelos alagamentos, após as arapucas do fechamento das comportas da barragem da Penha e lotação na cota máxima das represas que compõem do Sistema Produtor Alto Tietê, o SPAT (um conjunto de cinco represas do Alto Tietê), no último verão.

Para legitimar tal mentira, a gestão tucana aparelhada pela mídia vendida ludibriou que fora por conta dos “ditos” 40 dias consecutivos na capital paulista.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Moradores da Zona Leste preparam Ato Pró Tietê





 Projeto é sinônimo de importação inconsequente da geografia da capital para o Alto Tietê


Preocupados com as desapropriações e impactos causados com a construção do Parque Várzeas do Tietê, moradores da zona Leste da Capital preparam para o próximo dia 3 de outubro, das 10 às 16 hs, um Ato Pró Tietê. O local escolhido é próximo às margens do rio, de baixo da ponte Santos Dumont, travessa da Avenida Assis Ribeiro na divisa com a cidade de Guarulhos.
 
A luta dos moradores é para que ocorra a diminuição do limite demarcado para a desapropriação (que atinja menos moradias), por uma política de habitação justa (uma casa por outra), por uma política de proteção ambiental que integre o ser humano como parte do meio ambiente, pelo esclarecimento das dúvidas dos moradores em situações diferenciadas e para que as informações sobre o Projeto cheguem às comunidades atingidas.

Na última terça-feira, 22 de setembro, em que se comemorou o Dia do Rio Tietê, ocorreu no mais um encontro de organização do Ato em Pró Despoluição do Rio Tietê.

A próxima reunião da comissão organizadora do ato ocorrerá no dia 29 de setembro, às 9h30, no Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) em São Miguel Paulista. Informações: 2541-5206 / http://www.atoprotiete.blogspot.com

Projeto contempla até Instituto do Eucalipto


Um dos principais responsáveis pela destruição de importantes reservas de Mata Atlântica, a monocultura que também é grande contribuinte para o aquecimento global, terá, segundo o projeto apresentado pelo arquiteto Ruy Ohtake, o Instituto do Eucalipto.

Em Salesópolis, a monocultura de eucalipto, que movimenta a economia da cidade acumula um histórico de destruição na natureza com a perda de nascentes, rebaixamento dos lençóis e perda de biodiversidade, além da contaminação do solo.

Para se cultivar eucalipto o primeiro passo é destruir completamente a vegetação nativa. O segundo grande problema são os agrotóxicos utilizados para o cultivo, como por exemplo o Randap, forte herbicida, que em cidades como São Luiz do Paraitinga contaminou os lençóis, deixando uma agricultora, com danos neurológicos irreversíveis causados pelo desfolhante “Randap”.


Impactos da monocultura de eucalipto






Veja como essa atividade econômica tem repercussões negativas no meio ambiente e na sociedade:

Desertificação do clima
As plantações florestais de crescimento rápido, como o eucalipto, necessitam de muita água, por isso absorvem as chuvas e também a água do próprio solo.
Ressecamento do solo e erosão
No Brasil o eucalipto não cresce naturalmente e, plantado em larga escala, forma florestas homogêneas que garantem a viabilidade econômica. Após sete anos, as florestas são cortadas e o solo, já empobrecido, fica completamente exposto, sem cobertura vegetal.
Diminuição da biodiversidade
A introdução do eucalipto impede que a vegetação natural (gramíneas e arbustos) se mantenha. Isso altera a dinâmica da vida dos animais no local. Nos bosques de eucalipto, só proliferam formigas e caturritas (aves predadoras de lavouras que usam as árvores de eucalipto como abrigo, mas não se alimentam delas). No Espírito Santo, onde há grandes plantações florestais de eucalipto, existe uma categoria de trabalhadores cuja profissão é matar formigas.
Especialização da atividade produtiva
O avanço da monocultura de eucalipto na metade sul do Rio Grande do Sul deve gerar a ruptura de duas tradições produtivas: a pecuária, realizada principalmente nos latifúndios, e a produção da agricultura de subsistência, realizada nos interstícios das grandes propriedades.
Transformação da paisagem e da identidade cultural
As áreas onde há monocultura de eucalipto, como a região dos campos do Rio Grande do Sul, são ecossistemas em risco. O lugar faz parte da construção da identidade das pessoas e sua modificação, com a plantação das mesmas árvores, quilômetros a fio, implica uma transformação violenta da cultura dessas pessoas.
Fonte: Entrevista com Dirce Maria Suertegaray e Roberto Verdum, professores da Faculdade de Geografia da Universidade Federal Rio Grande do Sul (UFRGS).

Fonte: [http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/desertoverde/news_item.2006-05-02.4747437106]

Projeto Tietê: umas das faces do engodo da despoluição do Rio Tietê




Alardeado como o maior projeto ambiental da história de São Paulo e o maior financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) nos anos 90, o Projeto Tietê é mais uma das faces do engodo e de promessas que se declararam salvadoras deste que é o principal rio do Estado de São Paulo.


Fruto de intensa e importante mobilização popular que conseguiu reunir mais de um milhão de assinaturas e contou com forte envolvimento da mídia. Esta mobilização resultou em 1992, na criação do Programa de Despoluição do Rio Tietê, entregue à Sabesp, empresa ligada à Secretaria de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras a responsabilidade pela execução das obras.

Sem metas claras, o Projeto Tietê que prometia acabar com a poluição gerada principalmente por esgotos na Região Metropolitana de São Paulo com o controle da poluição industrial e dos resíduos sólidos, a abertura e urbanização dos fundos de vale e um forte incremento em educação ambiental, logo deixou para trás as promessas e a passos curtos caiu na descrença, não conseguindo acompanhar o crescimento popopulacional.

Com início em 1992, a primeira fase do projeto investiu S$ 1,1 bilhão. Foram inauguradas 3 estações de tratamento de esgotos (São Miguel, ABC e Parque Novo Mundo) ampliou-se a capacidade de tratamento da ETE de Barueri de 7 para 9,5 m³/s, construiu-se 1,5 km de redes coletoras, 315 km de coletores - tronco, 37 km de interceptores e mais 250 mil ligações domiciliares.
 
A segunda fase do projeto iniciada em 2000 chegou ao fim em 2008 com investimento de US$ 500 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo BID e US$ 300 milhões com recursos da Sabesp, contando com o apoio do BNDES. O dinheiro foi investido na implatação de 38 km de interceptores, 160 km de coletores-tronco, 1400 km de redes coletoras, 290 mil ligações de esgoto e melhorias na estação de Barueri.

Atualmente na terceira etapa, o Projeto Tietê, que vai agora até 2015 investirá cerca de US$ 1,05 bilhão. Nesta fase, o projeto deverá investir os recursos em 580 km de coletores-tronco e interceptores, 1.250 km de redes coletoras, 200 mil ligações de esgotos domiciliares e ampliar a capacidade de tratamento de esgotos em 7,4 m³/s.

O que fica claro neste período em que está em vigência o Projeto Tietê, é a falta de amplitude e investimentos que possibilitem ao velho Tietê esperar por dias melhores, rumo à regeneração e recomposição de sua grandiosidade. Isso ficando claro com a ingerência tucana e barganha principalmente em épocas de enchentes como a enfrentada a pouco, quando como respostas trazem projetos mirabolantes, que tão logo provam-se falaciosos, mas que com todo o aparato midiático tenta enfiar goela abaixo sua implantação.

domingo, 27 de setembro de 2009

Projeto Várzeas do Tietê: Pesadelo à vista para a Mata Atlântica


   Desvantagens superam vantagens na criação do Parque Várzeas do Tietê:

Pontos Negativos
-Criação de pista asfáltica para o acesso de carros
-Compactação do solo com aterro e terraplanagem para asfaltamento
 -Derrubada de mata nativa
-Importação da geografia e engenharia de cidade da capital
-Exposição da biodiversidade remanescente de Mata Atlântica pela ação do homem
-Risco de favelização das margens do rio, a exemplo da Capital
-Desaparecimento de espécies raras
-Modificação de paisagem
-Degradação do solo
-Contaminação genética com o desequilibrio de espécies
-Superpovoamento com árvores de uma única espécie
-Risco de perda de nascentes
-Queda na qualidade de vida das populações locais
-Exposição do rio ao despejo de residuos industriais e da construção (entulhos, etc)
-Aumento de crimes ambientais (queimadas -com interesse tanto na grilagem como especulação imobiliára e tráfico de animais)
-Descaracterização do solo
-Risco de propagação de doenças silvestres
-Avanço industrial em APAs
-Derrubada de árvores nativas remanescentes de mata atlântica
-Mudança no curso do rio com vistas ao projeto do Hidroanel (o rodoanel aquático)
-Risco de prejuizo à produção de água na região, pois poderá  alterar o ciclo hidrológico da água
-Prejuízo para a agricultura
-Aumento das ilhas de calor

-Perda de biodiversidade que assim ocasionara o desequilibrio do ambiente facilitaando a proliferação de pragas

Pontos Positivos
-Desassoreamento (o grande problema são os formas invasivas quanto à destruição)
-Desapropriação e retirada de famílias das margens do rio
-Ampliação do tratamento de esgoto
-Espaço de lazer e recreação (campos e quadras)

Várzeas do Tietê: Devastação de Biodiversidade de Mata Atlântica é verdade inconveniente


Novos tempos, velhas práticas. Assim pode-se definir a implatação do Parque Várzeas do Tietê, que importará a geografia e engenharia da capital, desconsiderando as caracteristicas regionais do Alto Tietê e todo o patrimônio natural e biodiversidade que ainda restam na região.

Alardeado como o ''maior'' parque linerar do mundo, o projeto que terá 75 km de extensão e 107 km² de área (desde a barragem da Penha, na Zona Leste da Capital até a cidade de Salesópolis, onde nasce o rio), é um grande atentado à Biodiversidade da região. 

Uma das estratégias manipulativas para ''facilitar'' a adesão ao parque tem sido o engodo da criação de 33 núcleos com equipamentos de esporte e lazer, para as cidades da Bacia do Alto Tietê: São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim e Salesópolis. 

O Projeto Várzeas do Tietê integra a estratégia tucana para enfiar goela abaixo o desmatamento e impermeabilização do solo realizado para criar ''Nova'' Marginal do Tietê, rumo à entrega e ao pedagiamento. A ideia de que o parque compensará os danos causados com a ampliação da Marginal e toda a impermeabilização é falsa, tendo isso ficado claro bem antes da conclusão , prevista para ainda este ano. Além disso, o parque significará avanço na destruição de importante área remascente de Mata Atlântica na região do Alto Tietê. 

Um dos mais importantes ecossistemas do planeta, a Mata Atlântica, que estende-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, contribui para a proteção e regulação do fluxo dos mananciais que abastecem as principais metrópoles do país, controlando o clima local, e garantindo a fertilidade do solo. Além disso, a Mata Atlântica abriga grande diversidade de espécies animais e vegetais, muitos deles existentes somente neste ecossistema e em iminente risco de extinção.

Fragmentada em alguns pontos remanescentes como o Alto Tietê, a Mata Atlântica segue num contínuo processo de destruição para dar lugar ao reflorestamento de espécies exóticas (eucalipto e pinus), a extração ilegal de palmitos, desaparecimento de sua flora e fauna por caçadores e o avanço de empreendimentos imobiliários.

É preciso romper com o pensamento de que a Mata Atlântica seja simplesmente um bem de consumo ou fonte para geração de riquezas e entender que a ação do homem reduziu a menos de 7% a extensão original da MA.

A Mata Atlântica tem sido devastada impiedosamente nas últims cinco décadas, dando lugar à exploração imobiliária, agrícola, reflorestamentos, etc. Mananciais de água paulatinamente têm sido degradados por esgotos industriais e doméstico, agrotóxicos, puluição difusa, etc. Tudo isso, justificado e ''natuzalizado'' pelo banquete do lucro fácil, desconsiderando o passivo ambiental para as futuras gerações.

Neste momento em que a biodiversidade está em xeque é fundamental informar à população sobre a importância de se conhecer a Mata Atlântica, sua bioversidade e seus ecossistemas para que se valorizae esse patrimônio. É urgente a reflexão sobre todas as ações humanas, pois ela deixará alcunhas para as futuras gerações.

É duro e anacrônico perceber que tais obras pouco se importam com as várzeas do rio e seus papéis, desconhecendo ou ignorando a relevância da vegetação na cidade, como forma de refrigeração. A ampliação da Marginal em três faixas, não resolverá o problema do trânsito na capital, mas sim ameniza temporariamente. Dentro de muito pouco a situação estará ainda pior, pois com mais de 6 milhões de carros em circulação nas ruas da capital, será embaraçoso encontrar saída efetiva para o transporte individual.

O crescimento da população da Região Metropolitana de São Paulo, a contínua impermeabilização do solo, e até obra de mais de R$ 1 bilhão para a ampliar o leito do rio, a construção de novos piscinões serão ineficazes para impedir um futuro catastrófico com grandes inundações nas marginais.

Movimento Várzeas Não!! Não ao Projeto Várzeas do Tietê. Não à destruição!!




O blog Movimento Várzeas Não, surge como instrumento de denúncia e repúdio ao obscuro, falacioso e megalomaníaco Projeto Várzeas do Tietê, da gestão tucana de José Serra, que com todo aparato de comunicação manipulativo, tem escondido os reais interesses com o empreendimento. 
Lançado como forma de ''compensação ambiental'' às obras de ampliação de pistas da ''Nova'' Marginal Tietê, o Várzeas do Tietê reflete a ecoalienação de um governo tucano sem limites e a serviço do capital, que a exemplo do Rodoanel, pouco se importa quanto à biodiversidade existente e aos passivos ambientais que serão gerados com tal projeto, em especial na Região do Alto Tietê, um dos principais produtores de água para a Região Metropolitana e que abriga uma das últimas reservas de Mata Atlântica do Estado de São Paulo. Tal projeto oculta os interesses econômicos e incube ao Alto Tietê uma responsabilidade, que além de ser em vão pela falta de abrangência e seriedade quanto à despoluição do Tietê e prevenção contra enchentes, trará consequências irreversíveis para toda a biodiversidade da região que será afetada com as obras deste que é alardeado como o ''maior'' (em destruição) parque linear do mundo, com 75 km de extensão e 107 km² de área de muita degradação e destruição.
O blog também surge como instrumento de reflexão e mobilização quanto ao grave atentado que está senso executado contra o meio ambiente. Além do mais, fará contraponto à acriticidade midiática, que a todo momento com sua espetacularização peculiar, aliena e trata a população como burro profissional, em detrimento de escusos interesses econômicos.

A suposta intenção desse parque é ''proteger'' o rio e fazer funcionar como um regulador de enchentes, ''diminuindo'' a poluição sobre o Rio Tietê. Mas o que fica claro com tal projeto é a falta de real compromisso e amplitude do mesmo, na medida em que para despoluir o Tietê destruirá importante reserva de Mata Atlântica. Além dos mais não significará avanços significativos quanto à fiscalização das empresas, que são as grandes causadoras, e que comumente na calada da noite, lançam toneladas de esgoto não tratado rio abaixo.