segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Projeto contempla até Instituto do Eucalipto


Um dos principais responsáveis pela destruição de importantes reservas de Mata Atlântica, a monocultura que também é grande contribuinte para o aquecimento global, terá, segundo o projeto apresentado pelo arquiteto Ruy Ohtake, o Instituto do Eucalipto.

Em Salesópolis, a monocultura de eucalipto, que movimenta a economia da cidade acumula um histórico de destruição na natureza com a perda de nascentes, rebaixamento dos lençóis e perda de biodiversidade, além da contaminação do solo.

Para se cultivar eucalipto o primeiro passo é destruir completamente a vegetação nativa. O segundo grande problema são os agrotóxicos utilizados para o cultivo, como por exemplo o Randap, forte herbicida, que em cidades como São Luiz do Paraitinga contaminou os lençóis, deixando uma agricultora, com danos neurológicos irreversíveis causados pelo desfolhante “Randap”.


Impactos da monocultura de eucalipto






Veja como essa atividade econômica tem repercussões negativas no meio ambiente e na sociedade:

Desertificação do clima
As plantações florestais de crescimento rápido, como o eucalipto, necessitam de muita água, por isso absorvem as chuvas e também a água do próprio solo.
Ressecamento do solo e erosão
No Brasil o eucalipto não cresce naturalmente e, plantado em larga escala, forma florestas homogêneas que garantem a viabilidade econômica. Após sete anos, as florestas são cortadas e o solo, já empobrecido, fica completamente exposto, sem cobertura vegetal.
Diminuição da biodiversidade
A introdução do eucalipto impede que a vegetação natural (gramíneas e arbustos) se mantenha. Isso altera a dinâmica da vida dos animais no local. Nos bosques de eucalipto, só proliferam formigas e caturritas (aves predadoras de lavouras que usam as árvores de eucalipto como abrigo, mas não se alimentam delas). No Espírito Santo, onde há grandes plantações florestais de eucalipto, existe uma categoria de trabalhadores cuja profissão é matar formigas.
Especialização da atividade produtiva
O avanço da monocultura de eucalipto na metade sul do Rio Grande do Sul deve gerar a ruptura de duas tradições produtivas: a pecuária, realizada principalmente nos latifúndios, e a produção da agricultura de subsistência, realizada nos interstícios das grandes propriedades.
Transformação da paisagem e da identidade cultural
As áreas onde há monocultura de eucalipto, como a região dos campos do Rio Grande do Sul, são ecossistemas em risco. O lugar faz parte da construção da identidade das pessoas e sua modificação, com a plantação das mesmas árvores, quilômetros a fio, implica uma transformação violenta da cultura dessas pessoas.
Fonte: Entrevista com Dirce Maria Suertegaray e Roberto Verdum, professores da Faculdade de Geografia da Universidade Federal Rio Grande do Sul (UFRGS).

Fonte: [http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/desertoverde/news_item.2006-05-02.4747437106]

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