segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Projeto Tietê: umas das faces do engodo da despoluição do Rio Tietê




Alardeado como o maior projeto ambiental da história de São Paulo e o maior financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) nos anos 90, o Projeto Tietê é mais uma das faces do engodo e de promessas que se declararam salvadoras deste que é o principal rio do Estado de São Paulo.


Fruto de intensa e importante mobilização popular que conseguiu reunir mais de um milhão de assinaturas e contou com forte envolvimento da mídia. Esta mobilização resultou em 1992, na criação do Programa de Despoluição do Rio Tietê, entregue à Sabesp, empresa ligada à Secretaria de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras a responsabilidade pela execução das obras.

Sem metas claras, o Projeto Tietê que prometia acabar com a poluição gerada principalmente por esgotos na Região Metropolitana de São Paulo com o controle da poluição industrial e dos resíduos sólidos, a abertura e urbanização dos fundos de vale e um forte incremento em educação ambiental, logo deixou para trás as promessas e a passos curtos caiu na descrença, não conseguindo acompanhar o crescimento popopulacional.

Com início em 1992, a primeira fase do projeto investiu S$ 1,1 bilhão. Foram inauguradas 3 estações de tratamento de esgotos (São Miguel, ABC e Parque Novo Mundo) ampliou-se a capacidade de tratamento da ETE de Barueri de 7 para 9,5 m³/s, construiu-se 1,5 km de redes coletoras, 315 km de coletores - tronco, 37 km de interceptores e mais 250 mil ligações domiciliares.
 
A segunda fase do projeto iniciada em 2000 chegou ao fim em 2008 com investimento de US$ 500 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo BID e US$ 300 milhões com recursos da Sabesp, contando com o apoio do BNDES. O dinheiro foi investido na implatação de 38 km de interceptores, 160 km de coletores-tronco, 1400 km de redes coletoras, 290 mil ligações de esgoto e melhorias na estação de Barueri.

Atualmente na terceira etapa, o Projeto Tietê, que vai agora até 2015 investirá cerca de US$ 1,05 bilhão. Nesta fase, o projeto deverá investir os recursos em 580 km de coletores-tronco e interceptores, 1.250 km de redes coletoras, 200 mil ligações de esgotos domiciliares e ampliar a capacidade de tratamento de esgotos em 7,4 m³/s.

O que fica claro neste período em que está em vigência o Projeto Tietê, é a falta de amplitude e investimentos que possibilitem ao velho Tietê esperar por dias melhores, rumo à regeneração e recomposição de sua grandiosidade. Isso ficando claro com a ingerência tucana e barganha principalmente em épocas de enchentes como a enfrentada a pouco, quando como respostas trazem projetos mirabolantes, que tão logo provam-se falaciosos, mas que com todo o aparato midiático tenta enfiar goela abaixo sua implantação.

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